Missão eclipse do dia 26 de Fevereiro de 2017 a Benguela

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Um grupo de cientistas do Instituto de Astrofísica de Paris (CNRS/UPMC) participou a 26 de Fevereiro de 2017 duma companha de observação do Eclipse Solar Anular em Angola. Constavam desta equipa cientistas Serge Koutchmy, Guillaume Hébrard e Alain Lecavelier dos Étangs, acompanhados do Olivier Urtado. Eles se deslocaram a Sul de Angola no âmbito duma expedição científica organizada pelas autoridades angolanas, designadamente o Instituto Superior Técnico Militar (ISTM) dirigido pelo Sr. Jaime Vilinga, para ficarem exactamente na linha de centralidade.

Durante a sua estadia, os pesquisadores conseguiram, nomeadamente, intercambiar com os estudantes e docentes da Universidade de Benguela por ocasião de um dia de conferências sobre o tema dos eclipses, os raios cósmicos e os planetas extra-solares.

De um modo geral, um eclipse solar acontece quando a Lua passa a frente do Sol e esconde uma parte do disco solar. O eclipse é chamado “anular” quando a Lua está alinhada a frente do Sol, mas muito longe da Terra para cobrir integralmente o disco solar. Neste caso, podemos observar um “anel de fogo” quando o Sol, a Lua e o Local de observação estão perfeitamente alinhados. A fase anular é breve: duma duração semelhante à duração de um eclipse total, o melhor possível alguns minutos. A 26 de Fevereiro, o tempo de “anularidade” foi de 1 (Um) minuto e 9 (Nove) segundos no sítio de observação localizado perto da aldeia de Lucira, na costa atlântica, à dois dias de viagem a pé ao sul da capital Luanda.

Podemos ver na fotografia que o eclipse anular destaca a forma da Lua em sombra chinesa a frente do Sol, com montanhas denteadas e um bordo acidentado, em contrasto com a forma perfeitamente circular do limbo solar.

Atualização : 07/03/2017

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