Financiamento de uma expedição científica sobre a degradação dos mangais [fr]

A Embaixada de França financia expedição científica sobre a degradação dos mangais na Lagoa Kussanga, adjacente ao rio Chiloango, na província de Cabinda. Em Angola, a urbanização rápida tomou gradualmente o lugar dos mangais. Estas áreas pantanosas são, no entanto, preciosas. São o lar de uma biodiversidade rica, ajudam a limitar a erosão costeira e a mitigar o impacto dos riscos climáticos. Desde o seu lançamento em 2016, Otchiva já permitiu a plantação de mais de 500.000 sementes de mangue em mais de 1000 hectares.

Otchiva que significa "Zona Húmida", é uma ONG liderado por jovens angolanos para proteger e restaurar os mangais na orla costeira de Angola e todos os seus ecossistemas húmidos associados como estuários, lagunas, lagos, lagoas, e outros, com o objetivo de promover o bem-estar de todas as espécies que dependem destes ecossistemas, incluindo a espécie humana. O seu trabalho já tem reconhecimento do executivo angolano mas também da comunidade internacional (União Africana, corpo diplomático em Angola).

Além da educação ambiental, o Projecto Otchiva tem elaborado inumerosas ações como por exemplo campanhas de limpeza e de reflorestação dos mangais, bem como estudos de investigação científica para encontrar as causas da degradação dos mesmos (e dos ecossistemas associados) e promover soluções junto das autoridades angolanas.

A expedição surge na sequência de sucessivos apelos lançados pelos pescadores dos mangais situados no Rio Chiloango, preocupados com o desaparecimento dos seus recursos marinhos como caranguejo, peixe, moluscos, etc., assim como a morte de aves migratórias, devido a degradação extrema do ecossistema dos mangais naquela província, e solicitaram o apoio do Projecto Otchiva para se encontrar as causas da degradação.

A expedição resultará na elaboração de um relatório técnico que servirá de guia para ações do governo angolano. Otchiva foi igualmente patrocinada pela Pumangol, pelas Forças Armadas Angolanas e pelo Governo provincial de Cabinda.

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Atualização : 21/05/2021

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