As relações econômicas entre a França e Angola [fr]

As trocas comerciais com a França

Em 2019, as exportações da França para Angola mantiveram-se estáveis em 256 milhões de euros (- 5% em relação a 2018), mas a um nível muito inferior ao alcançado em 2011-2014 (600 milhões de euros por ano em média). As exportações francesas ligadas ao setor do petróleo caiu significativamente enquanto as exportações de matérias-primas agrícolas aumentaram.

As importações provenientes de Angola, constituídas quase exclusivamente de petróleo bruto, apresentam níveis de variação importantes cada ano consoante as evoluções do preço do barril: passaram de 1,5 mil milhões de euros em 2014 para 330 milhões de euros em 2017. Em 2019, atingiram 455 milhões de euros (-10%). A balança comercial, historicamente deficitária para a França, foi de -200 milhões de euros em 2019.

A França continua a ser um parceiro comercial menor de Angola, com uma quota de mercado de cerca de 3,5% no segundo trimestre de 2020 de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) de Angola. Os principais fornecedores do país são Portugal e China. A China também é o principal destinatário do petróleo angolano, e concentra 60% das exportações totais.

Os Investimentos franceses

De acordo com os dados Banque de France, o stock de IDE francês em Angola, depois de atingir um pico de 9,3 mil milhões de euros em 2015, ainda representava 7,5 mil milhões de euros em 2018.

A presença francesa em Angola inclui mais de 60 subsidiárias de grupos franceses e 45 empresas locais detidas por franceses. Estima-se que as empresas francesas empregam por volta de 12000 pessoas, ou seja um dos maiores contingentes estrangeiros depois dos de Portugal e da China. Essas empresas concentram-se no setor de petróleo (Total) e serviços de ligados à ativitade petrolífera (Prezioso, Technip, Friedlander, Ponticelli, Doris Engineering, Vallourec). O grupo Castel é o principal produtor de cerveja do país: possui 7 cervejarias, uma fábrica de vidro, uma fazenda didecada à produção de milho. É um dos maiores empregadores do país com 5000 funcionários. A França também está representada em outros setores: serviços de logística e portuários (CMA-CGM, Bolloré, Air France), saúde (SFEH, Laborex), serviços à empresas (Apave, Bureau Véritas, Mazars), catering (Newrest). Em 2019 foram inaugurados três novos investimentos industriais: a padaria industrial do Comptoir de l’Export fornecida pela Mecatherm, o blender de fertilizantes da Solevo no Lobito e a fábrica de argamassas da St Gobain-Weber em Luanda. É de realçar também a entrada da empresa francesa de VTC Heetch no mercado angolano em setembro 2020.

O Clube de Empresários França Angola (CEFA) foi criado no dia 28 de Janeiro de 2019. Junta cerca de 60 empresas francesas e angolanas.

Acordos existentes entre França e Angola

Três acordos foram assinados a Luanda, no dia 1 de Março de 2018, durante a visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros:

  • Um acordo sobre os Serviços Aéreos, assinado há vários anos, que fortalece a presença da Air France,
  • Um acordo-quadro na área da agricultura, que resultará inicialmente no desenvolvimento de ações de formação e apoio à determinados sectores,
  • Um acordo-quadro no sector do turismo, um sector em desenvolvimento onde a França pode intervir no domínio da formação e proporcionar perícia técnica.

Atualização : 01/10/2020

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